Ele era o meu guru
Era um homem grande, barbudo, confiante.
Sentava-se numa cadeira.
Eu sentava-me noutra.
Tínhamos passado juntos
muitas noites em pé.
Passou uma hora de silêncio pesado.
Ele inclinou-se para a frente
E sussurrou
“Chinaski, não te preocupes
Com os vermes depois de morreres,
Os vermes não infestam os cadáveres,
É tudo mentira”
“é bom saber isso” – disse eu
E entrámos noutra hora de silêncio pesado.
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